Manchester 1.0

we are love addicts-manchester 06Chegámos a Manchester e eu não conseguia acreditar o quão bonita é a cidade.

Fiquei muito feliz de ter arriscado em ir ver o concerto a Manchester, depois de desesperadamente tentar bilhetes para os concertos de Londres – dia 13 de Novembro apareceu com bilhetes livres em segundos e eu não hesitei.
E ainda bem.

Voltei para Lisboa completamente apaixonada pela cidade e entrou para o meu top. Não que eu tenha visitado muitas cidades mas, foi sem dúvida das minhas favoritas.

Fomos parar a Manchester porque ofereci pelos anos do Leone bilhetes para irmos ver os The Killers, uma das nossas bandas favoritas e A minha favorita. Mas a experiência do concerto fica para partilhar mais à frente.

Tivemos a maior sorte de sempre. 3 dias de sol, com uma luz incrível mas temperaturas muito baixas. O frio é mais seco, não há vento e acaba por ser suportável mas para quem saiu de Lisboa com 20 graus, não deixou de ser um choque.

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Começámos a nossa viagem a almoçar no Gorilla, um café/bar/restaurante mesmo ao pé do nosso hotel. Infelizmente não ficámos sentados junto às janelas gigantes, por isso, não tirei fotografias aos nossos pratos mas eram deliciosos – o Leone escolheu Fried Chicken with Waffles e eu escolhi Beef with Benedict Eggs. Era tudo o que precisávamos depois de um vôo bem cedo. A carta de bebidas era extensa e o staff do mais acessível que existe.

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Uma das coisas que mais me espantou e me deixou completamente derretida pela cidade foi a simpatia e educação das pessoas.

Ali estão os verdadeiros brits, aqueles do estereótipo que cresci a ouvir. As pessoas estão sempre prontas a ajudar e, mesmo que tu não peças, já alguém veio ter contigo se estiveres mais de 10 segundos a olhar para o mapa. No autocarro todos cumprimentam e agradecem ao motorista à saída e ele responde de volta. Ao mínimo toque ou encontrão na rua, pedem mil desculpas e voltam atrás para ver se estás bem. E a minha preferida: toda a gente parava quando eu estava a tirar uma fotografia. Quando eu digo toda a gente .. é toda a gente! Não tenho uma única foto com uma pessoa a atravessar-se na câmara. Às vezes dava por mim com 4 pessoas atrás das minhas costas à espera que terminasse. Era surreal. E eu agradecia, mil vezes.

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Esta viagem a Manchester foi curta e calma. Marquei vários pontos a visitar no mapa mas não me preocupei em visitar tudo e todos. Precisávamos de descansar a cabeça da rotina, apanhar novos ares e foi isso mesmo que aconteceu. No primeiro dia andámos a passear sem rumo pela cidade. Passámos pela Catedral, pelos mercados de Natal e por Chinatown. Esta última é a primeira comunidade chinesa de Inglaterra e, como todas as outras, é um mundo dentro de uma cidade. Há escolas, tribunais, mercados, cabeleireiros só para chineses, onde nada está em inglês. É sempre interessante, pelo caos, pelas luzes e pelo movimento alucinante.

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Aproveitámos para marcar mesa para jantar num dos sítios que mais queria visitar – o YUZU, restaurante que entrou no guia Michelin em 2015, 2016 e 2017. Previa-se uma noite de comida japonesa diferente de tudo o que já provamos. Aconselho a reserva pois o restaurante não leva mais de 15 pessoas. É pequenino, simples, intimista e com uma cozinha aberta. O jantar foi absolutamente divinal. Talvez o peixe mais fresco que comemos até hoje. Uma surpresa agradável foi a cerveja japonesa, que nunca tínhamos provado e é óptima! Bem mais alcóolica que as nossas mas incrível.

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Antes de voltarmos à base, ainda espreitámos o bar Jimmy’s – se seguem a Megan Ellaby sabem do que estou a falar, senão a conhecem, aviso já que é a rapariga mais cool e com mais pinta de Manchester. Em cada porta há um concerto e há sempre música de fundo nas ruas. Manchester é, sem dúvida, o ponto de partida de muitas bandas e isso sente-se.

Achamos que o verdadeiro hipster deve ter nascido nesta cidade.

Se nunca pensaram visitar Manchester, temos a certeza que depois deste mini guia vão pensar duas vezes.

Fiquem desse lado!

Até já,
Joana & Leone