our monthly faves! #03

Outubro já se instalou e, por aqui, já temos alguns favoritos!


Esta rubrica devia vir logo no início do mês e, vamos fingir que foi isso que aconteceu! Ultimamente o tempo para conhecer sítios novos, ver novos filmes e séries tem sido escasso e por isso, tem sido muito bem gerido a ver coisas boas. 

Se estão a precisar de dicas do que ver e ler nos próximos tempos, continuem a ler.

october-favourites_we-are-love-addicts-a october-favourites_we-are-love-addicts-03O Amor nos tempos modernosde Aziz Ansari
Vou começar por confessar que sou fã do Aziz. Se têm Netflix têm mesmo que ver os seus espectáculos de stand-up, os temas são absolutamente deliciosos, actuais e arrancam umas boas gargalhadas. Um dia antes de irmos nas nossas mini férias, numa ida à Fnac, o Leone encontrou o livro numa prateleira e veio automaticamente connosco. Andava há muito para mandar vir a versão inglesa e acabei por ceder a esta por querer um companheiro de piscina – se tiverem curiosidade e quiserem ler, optem por comprar a versão inglesa pois de certeza que vai ser mais divertido. O livro fala sobre a procura incessante e a pressão actual de encontrarmos a nossa alma gémea e a nossa outra metade. Eu já encontrei a minha mas consegui rever-me em muita coisa que o Aziz analisa. As redes sociais, as mensagens, o desespero da espera de uma resposta, o medo de avançar, etc. Este livro mistura humor, a experiência do autor e um estudo exaustivo que o próprio Aziz realizou com vários profissionais da área para entender o amor e como o vivemos.
Certamente uma leitura leve para o tempo livre.

october-favourites_we-are-love-addicts-07 october-favourites_we-are-love-addicts-09A seat at the tableby Solange
Por aqui somos completamente devotos à família Knowles. Se uma Knowles já é incrível, duas é de levar as mãos aos céus! A Solange lançou um novo albúm e nós não conseguimos parar de o ouvir. Parece que estamos a ouvir uma história, de faixa em faixa somos embalados pela mistura de estilos. É um albúm viciante. Rise, começa ao piano, com influências do jazz, onde vários layers da voz da Solange entoam “Fall in your ways, so you can crumble. Fall in your ways, so you can wake up and rise.” – é uma homenagem à sua herança, é defender os seus e é uma revolta cantada. Se querem ser surpreendidos, vão até ao Spotify e oiçam este pequeno pedaço do céu.

october-favourites_we-are-love-addicts-b october-favourites_we-are-love-addicts-13Westworld, by Jonathan Nolan & Lisa Joy Nolan
“These violent delights have violent ends And in their triumph die, like fire and powder, Which, as they kiss, consume.” – William Shakespeare, Romeo and Juliet. Imaginem um futuro onde existe uma Disneylândia (ou um Jurassic Park) onde o realismo é de uma imersão tão grande que parece real. Westworld (uma adaptação ou continuação do filme original de 1973, de Michael Crichton) é um parque temático que tem como cenário o Velho Oeste americano. Povoado por “robots”, inteligentes, com algoritmos tão avançados que dificilmente conseguimos distinguir do ser humano (e que não fogem aos bugs que qualquer máquina tem). E onde podemos simplesmente ir numa procura de um tesouro enterrado num planalto qualquer, salvar uma donzela ou assassinar os pais dessa donzela e violá-la de seguida. É assustador. Tudo isto sem existir qualquer crime ou consequência moral. Como jogar o Grand Theft Auto, atropelando e matando quem quisermos ou “agora vou conduzir respeitando os semáforos”. As questões filosóficas da evolução e tantas outras já nos foram apresentadas em muitas outras histórias. Mas a pergunta principal é o que faríamos nós. Ou o que faremos. O primeiro e o segundo episódio servem para ficarmos completamente colados à misteriosa história, que equilibra os códigos do western e da ficção científica de forma perfeita.

E para o próximo mês há mais! Espero que gostem das nossas dicas e se seguirem alguma delas, depois digam-nos de vossa justiça! Queremos saber a vossa opinião 🙂

Tenham uma semana feliz, boa segunda-feira!