Por onde começar.

Acho que há muito tempo não estava tão ansiosa e com vontade de partilhar algo aqui pelo blog – cof cof, parado há mais de um ano. A verdade é que eu escrevo muito mas acaba por ficar tudo nas notas do meu telemóvel. Mas queria muito eternizar este dia tão especial e, desde o casamento até hoje, recebo mensagens com dúvidas e perguntas sobre o nosso dia, por isso, preparem-se para um “how to plan a wedding for dummies” durante os próximos tempos. Era o que eu queria ter lido quando preparámos o nosso.

O nosso primeiro passo foi definir a data. Nós adoramos desculpas para festejar e comemorar, portanto, a data do casamento foi algo ponderado e com algum peso e significado. O dia 14 é especial para nós. Eu faço anos a 14/04 e o Leone a 14/08. Para além disso, gostávamos de casar a uma sexta, com um feriado de véspera para fazermos um fim-de-semana prolongado e estar o máximo de tempo possível na companhia da família e dos amigos depois do casamento. E assim foi. Aproveitámos o feriado de Lisboa ser dia 13/06 e calhar a uma quinta-feira.

E porque 14 de junho fica a meio do ano e no meio dos nossos aniversários. How cheesy can we be, han?!

De seguida os padrinhos. 
Eu sempre soube quem seriam os nossos padrinhos. Também sempre soube que aquela coisa das bridesmaids tem zero a ver comigo ou conosco. Assim, a Guigas sendo a minha melhor amiga só podia ser ela. Conhecemo-nos no 10º ano e nunca mais nos largámos, só fazia sentido ser ela. E depois foi madrinha emprestada do Leone, pois eles são amigos desde os 6 anos – sim, 6 anos de idade, desde a primeira classe! Conheci o David na faculdade e foi um match quase instantâneo, para não dizer amor à primeira vista, porque ele é incrível. Se pudesse andava sempre com eles atrás de mim porque não há nada que supere a sua companhia e a amizade e amor que tenho por eles. O Guilherme foi padrinho do Leone. O Gui entrou nas nossas vidas um pouco por acaso mas eu sinto que o conheci a vida toda. Temos uma admiração tão grande e forte uns pelos outros que quando estamos juntos é sempre mágico. A Crew mais bonita que podia haver, é a nossa.

Usámos o pretexto para fazer um piquenique gostoso e preparámos uns presentes para acompanhar a pergunta. Foi uma tarde tão especial que consigo visualizar as reações deles na minha cabeça a toda a hora. Para mim os amigos são os primeiros amores que nós temos na vida. O sentimento de amor, preocupação e carinho é tão forte que a vida sem eles não fazia o mesmo sentido. Os amigos são mesmo a família que escolhemos e não trocava os meus por nada.

Depois vieram dezenas e dezenas de e-mails.
Mergulhamos na internet e reunimos uma lista de fornecedores, dos quais gostávamos do trabalho, já seguíamos ou que vieram por recomendação. E começámos a analisar orçamentos. Foi talvez a parte mais desesperante! Sabemos que fazer acontecer um casamento não é pêra doce mas vimos muitos preços que nos fizeram cair da cadeira e que estavam longínquos do que pensaríamos gastar. E posso partilhar convosco que tivemos o nosso casamento de sonho com muita ajuda da família mais próxima, pela qual estaremos eternamente agradecidos.

Acho que um conselho que podemos dar é: tem que ser a dois! Vejo muitas noivas por aí a decidir tudo sozinhas porque o noivo não quer saber muito da situação e acho que o nível de stress e ansiedade só vai aumentar nos dois individualmente. Eu e o Leone temos um gosto estético muito parecido e isso ajuda. Decidimos tudo a dois e cada um contribuiu com ideias. 

E esqueçam o que viram no pinterest, o que a Maria do lado fez no casamento, esqueçam os balões e os foguetes que só poluem o ambiente. Façam tudo por vocês e construam um dia que espelhe aquilo que são enquanto indivíduos e casal. 

Ah! E deleguem. Não necessariamente no processo do planeamento porque fomos nós que fizemos e organizamos tudo (juntamente com os nossos fornecedores) mas no dia. Eu estive tão relaxada no dia que ninguém à minha volta estava a acreditar que eu me ia casar. E devo tudo à minha mãe, super irmã (que irá ter todo um post dedicado a ela e depois irão perceber porquê) e à madrinha. Elas controlaram todas as situações de última hora e eu só soube de tudo no dia seguinte. É delegar e confiar.

E depois é aproveitar. Ao máximo. Sorrir e abraçar muito toda a gente porque passa a correr.
Queria muito repetir tudo outra vez para poder passar mais tempo com os nossos convidados.

No próximo post irei partilhar convosco o lugar mágico que escolhemos para o nosso dia.
Este foi uma pequena introdução ainda sem fotografias da boda! (just you wait!)

E obrigada por terem voltado aqui ao blog!

com amor,
Joana