new york, onde ir

Sejam bem-vindos de volta aqui ao nosso cantinho da internet.
É verdade, chegámos ao último capítulo das nossas partilhas sobre Nova Iorque. E que nostalgia falar de viagens continua a ser. Dias melhores, talvez noutra cidade, hão-de vir. Mas, até lá, partilhamos memórias boas e felizes convosco.

Hoje partilhamos dicas sobre “Onde ir” em Nova Iorque – os locais que vos falamos foram alguns dos que visitámos e são dos mais emblemáticos da cidade, bons para riscar da lista numa primeira ida. NYC é um estado muito grande, com muito para ver mas, para nós o mais incrível de tudo, são as atmosferas e ambientes completamente diferentes que podemos viver em várias zonas da cidade. Vamos a isso?


Chinatown & Little Italy

Já tendo visitado outras “Chinatowns”, não estava com grandes esperanças de ser surpreendida. No entanto, esta é de longe a mais impressionante e “verdadeira”. A dimensão é tanta que senti que tinha sido teletransportada para outro local. Foi o primeiro sítio em Nova Iorque em que me senti mesmo turista, no meio de tantas pessoas a fazer a sua vida, nos mercados, nas lojas, nos bancos. Nem uma palavra escrita em inglês vimos e quase que não ouvimos inglês. Foi incrível. Little Italy não é tão evidente mas, mesmo assim, é restaurante italiano porta sim, porta sim. Há montras com os mais variados tipos de massa expostos, queijos parmesão do tamanho de uma pessoa e as cores da bandeira por todo o lado – vermelho, branco e verde.



Brooklyn Bridge

Se atravessar a Brooklyn Bridge é um must-do!? É. Prometo. Foi dos passeios que mais gostei de fazer. Nós caminhamos de Manhattan para Brooklyn, apesar de a maioria das pessoas fazer o contrário. Mas gostámos muito na mesma. Fomos relativamente cedo porque queríamos tomar um pequeno brunch em Brooklyn, por volta das 9h já estávamos a iniciar a caminhada. Deu para tirar fotografias sem grandes multidões, apreciar a vista com calma e passear de mão dada. Temos uma vista para Manhattan incrível! Parece que está tudo concentrado num espaço muito pequeno, os arranha-céus são tantos e tão altos que parecem todos em cima uns dos outros. Assim que chegamos a Brooklyn é uma atmosfera completamente diferente, dá para respirar e relaxar. Não me vejo a viver em Manhattan, é uma cidade demasiado rápida e com muita coisa a acontecer. É uma cidade que não dorme, de facto! Se em Lisboa já acho que estou sempre para trás em novidades, lá deve ser demasiado intenso. Mas não me importava nada de viver uma temporada em Brooklyn – é tão cool e descontraído!



Chelsea Market

O Chelsea Market é um óptimo local para almoçar e seguir caminho. Paramos lá para almoçar antes de irmos percorrer o High Line. É um edifício bem antigo, com fachadas em tijolos, construído no final do século XIX e começou como a sede da National Biscuit Company, sítio onde, entre outras, foram inventadas e produzidas as primeiras bolachas Oreo. O espaço é um bocado apertado e labiríntico, a lembrar mais uma galeria comercial que um mercado, mas tem dezenas de lojas, bares e sítios onde comer. A oferta é tanta que é difícil escolher o que comer, nós pelo menos tivemos alguma dificuldade. E também porque os lugares sentados são poucos. Acabámos por escolher o MŎKBAR, um restaurante coreano que tinha cadeiras ao balcão – e foi uma decisão acertada, tudo o que pedimos estava delicioso.



Central Park

Passear pelo Central Park é surreal, parecia que estava noutra dimensão. Para mim estava quase num parque temático, como uma criança, histérica por estar ali, ao contrário das centenas de nova-iorquinos a fazer a sua vida normal, a fazer ioga, a apanhar sol, a ler. Super normal, óbvio. Mais uma vez, é um local tão visitado pelo cinema que parece um sonho estar lá. Não fizemos o parque na sua totalidade porque, cof cof, são vários quilómetros de parque e tínhamos outras paragens planeadas para o dia. Mas vale a pena tirarem uma tarde ou uma manhã para passear por lá. Fiquei com uma vontade enorme de passear por lá no outono ou inverno, devem ser paisagens e sensações completamente diferentes. Há-de acontecer!



Washington Square Park

Tivemos a sorte de apanhar a meteorologia a nosso favor, um dia de aguaceiros e nuvens, mas no geral esteve sempre uma temperatura incrível e um sol quente de verão. E quando visitamos o Washington Park, fomos ao final do dia e apesar de ser só um pequeno parque, no meio da cidade, é um dos mais reconhecíveis da cidade e frequentados por residentes e turistas. O arco romano que existe na zona norte do parque, marca o início dos quase 10km da 5th Avenue. Acima de tudo, é um paraíso para apreciar, ou como nós, fotografar todo o tipo de pessoas que ali se junta, desde skaters, homens estátuas, cães, vendedores, leitores, namorados, etc. Uma vez ali, vale muito a pena explorar os bairros envolventes, Noho, Soho ou Greenwich Village, são uma face de New York mais quotidiana, com muito comércio e galerias locais. É uma zona grande, pelo que voltamos aqui mais que uma vez.



Grand Central Station

A Grand Central Station ficava bem perto do nosso hotel, por isso, acabámos por a utilizar várias vezes. Mas … a primeira vez que fomos até ao átrio principal da estação, tive das sensações mais esquisitas de sempre. Parecia um dejá-vu constante! Vi tantas vezes a estação em filmes, séries e fotografias que parecia que já lá tinha estado. É grandiosa, majestosa e parece mesmo que estamos num filme. O frenesim da estação é de ficar com um friozinho na barriga, senti que estava atrasada para alguma coisa, com tantas horas de comboios a passar e pessoas literalmente a correr de um lado para o outro. Acho que é daqueles sítios que temos que ver com os nossos próprios olhos uma vez na vida. E sou mais feliz por saber que já risquei esse da lista!



High Line

Este é um dos passeios mais estimulantes ao nível visual. Nós começamos pela zona sul, a partir do Meatpacking District (colado ao Whitney Museum). O que vemos, quando chegamos ao início do High Line, é o fim abrupto de uma antiga linha férrea, que se eleva, através de colunas de ferro, a cerca de dez metros. Subindo até lá, descobrimos um parque, que vai ziguezagueando os prédios, dos mais antigos aos mais modernos, ao longo de quase 3km. Normalmente, em grandes cidades estamos habituados a que os parques sejam pequenas ilhas verdes, rodeadas por prédios. No caso do High Line, o parque vai abraçando a cidade. Uma das coisas mais curiosas é que de repente 10 quarteirões passam num instante, porque não temos que cruzar passadeiras, esperar, ter cuidado com o fluxo normal da cidade lá em baixo. Até a paisagem sonora é diferente. Com várias zonas para sentar, alguns miradouros (uns mais instagramáveis, outros mais bonitos), obras de arte inseridas no meio da vegetação, a vista da cidade muda por completo. O parque acaba em Hudson Yards, um “bairro” novo e estranho, que cresceu nos últimos anos, e que apesar de ser impressionante na escala (tem uma atração “instagram” um bocado bizarra chamada Vessel), não tem muita vida ou interesse. Mas de volta ao que interessa, o High Line é uma constante descoberta, seja do desenho que os prédios vão fazendo no céu, as diferenças de estilo da arquitectura dos mesmos, os vários pontos de vista para o rio Hudson, as varandas dos residentes… é uma experiência quase voyerista!



Rough Trade NYC

Se são amantes de música como nós, este é o sítio onde vão fechar os olhos aos dólares e não pensar na carteira. É o verdadeiro paraíso do vinil! A Rough Trade de Brooklyn é das maiores da cidade e com um espólio de fazer inveja, estão lá vinis de todos os géneros de música e até algumas relíquias ou peças mais difíceis de encontrar. É a loja a ir se querem trazer da cidade souvenirs especiais, que vão ficar convosco para sempre e que são úteis. Eu encontrei o Lemonade da Beyoncé, que me fez soltar um grito de histerismo e felicidade. A esse, juntámos alguns dos primeiros álbuns dos The National, que estavam na nossa wishlist e que são álbuns que nós adoramos de paixão e ouvimos com muita frequência.



Glossier Flagship

Pode não agradar às massas, mas a Glossier não é apenas uma loja de maquilhagem e beleza. É uma experiência de compra surreal de tão boa que é. Se gostam de um bom conceito de retalho, um projecto de interiores de fazer inveja, têm que visitar a Glossier. Tudo é pensado ao pormenor, desde a porta de entrada, à maneira de comprar, ao modo como vos entregam a vossa encomenda, tudo faz parte da marca, tudo encaixa no conceito e é refrescante experienciar algo tão assumido. Já para não falar que é um verdadeiro paraíso cor-de-rosa. Na altura da nossa viagem, ainda não estava tão colada em maquilhagem como estou agora, mas não deixei de trazer uns produtos para experimentar e, gostei tanto deles, que pedi à Mafalda para me trazer mais uns quantos quando ela lá foi passados três meses. E agora, só queria ter um contacto em NY ou Londres porque … estou a desesperar por um refill!


Outras lojas que visitámos: Artists & Fleas Williamsburg, Awoke Vintage, Apple Grand Central, New Top Jewerly INC, Limited to One Record Shop, Strand Bookstore (Broadway).

E chegámos ao fim desta série sobre Nova Iorque. Espero que tenham gostado e que se sintam inspirados em viajar, depois de isto tudo passar, como é óbvio. Se tiverem perguntas, dúvidas ou quiserem ainda mais dicas, já sabem onde nos encontrar. Estamos à distância de um e-mail ou mensagem no instagram. E por falar em instagram, já viram todos os IGTV’s sobre a cidade? Se sim, obrigada do fundo do coração.
Se não, não faz mal – ainda vão a tempo. É só irem até à minha conta @joana_afonso e relaxar no sofá.

Obrigada pela companhia e até já!

com amor,
Joana & Leone