new york, onde comer


Sejam bem-vindos de volta!
Prontos para mais uma dose sobre a Cidade que nunca dorme?
Prometemos muita água na boca, por isso, avancem com cautela.

A proporção de comida incrível que há por Nova Iorque, deve estar ela por ela com a dimensão dos edifícios. São tantas opções e tão incríveis que rapidamente ficamos sem saber para onde nos virar. Tínhamos uma lista infindável de restaurantes marcados no mapa, e apesar dessa pesquisa prévia, também improvisamos consoante as zonas onde o dia nos leva, por isso acabámos por ir a outros restaurantes que fomos encontrando pelo caminho.

Há uma coisa que podem já ter a certeza – a fast food
que comemos lá foi a melhor que já comemos.
Nem falemos nas pizzas! Ou se calhar, falemos.
Se estão com fome, prossigam com precaução!




Ivan Ramen Slurp Shop,
em Gotham West Market

Se como nós, são fãs assumidos de Chef’s Table, então este nome não vos deve ser estranho. No primeiro dia, deu-nos logo desejos de ramen e o mapa dizia-nos que havia um Ivan perto do hotel. Estava inserido numa espécie de mercado, no rés-do-chão de um edifício onde podemos encontrar várias bancas com diferentes tipos de comida. Estava incrível e com uma Kirin a acompanhar, escorregou que nem ginjas, ou melhor, que nem ramen! (Also, estava a dar RuPaul no projector do mercado. Can I get an Amen!?)


Momofuku Noodle Bar,
em Columbus Circle

Mais uma vez, Chef’s Table a partilhar trunfos para uma vida mais feliz – se estão a ler isto pela segunda vez e não sabem do que estamos a falar, é simples: vão já até à Netflix mais perto de vocês e vejam a melhor série documental que há para ver. Continuando … Há vários Momofuku’s pela cidade e não são todos iguais, cada um tem a sua especialidade. O Noodle Bar fica no último andar de um centro comercial, mas daqueles de high fashion. Fomos à confiança e tivemos que esperar por mesa e, para suavizar os minutos que tínhamos pela frente, pedimos uns cocktails – fui ver a carta actual de bebidas do Momofuku e já não têm os que pedimos; queria-vos dizer os nomes certos mas não consigo! O ambiente do restaurante não podia ser mais cosmopolita: luz baixa, mesas ao balcão com vista para a cozinha ou para o bar, com ilhas de mesas no centro. O restaurante é todo em madeira clara o que remete logo para uma vibe bem oriental. E foi incrível!


Joe’s Pizza,
em Brooklyn

Então é assim, se eu vos disser que foi das melhores pizzas que já comi até hoje, eu percebo .. não acreditam. Mas foi! Adorámos a massa, o molho e ficámos completamente viciados em pepperoni, o clássico americano. Nunca comíamos e agora é sempre a nossa escolha. Saudades, much? O ambiente do restaurante é bem americano, com fotografias dos filmes e séries onde o restaurante já apareceu e com todas as celebridades que já lá passaram. Somos servidos à velocidade da luz e não é o sítio ideal para “descansar as pernas um bocadinho”, é para comer em pé ou on the go. Mesmo assim, vale todas as dentadas!


Five Guys,
em 48th Street

Não somos mega fãs de hamburgarias, quando nos apetece aquela fast food marota, o McDonald’s colmata todos os desejos e gula. Mas depois de uma ida ao Five Guys … tudo deixa de fazer sentido. Foi o melhor hambúrguer que já comi. Eles são mesmo os reis da junk food. Mas o que achei incrível é que basicamente paga-se a carne (se queres um hambúrguer, dois ou três) e depois podemos adicionar quantos ingredientes quisermos. Portanto, quer queiram um cheese ou um bacon/cogumelos/tomate/alface/pickles/e podia ficar aqui o dia todo, pagam o mesmo. Gostámos porque os hambúrgueres eram bem juicy, bem condimentados e nada secos. Pareciam caseiros. Só que não, não é verdade. Mas ficámos fãs!


Pietro Nolita,
em Elizabeth Street

Querem o restaurante mais instagramável de sempre onde só se pode tirar fotografias com o iphone!? Então, é o Pietro Nolita – perto de Little Italy, é um restaurante onde todo o decor é cor-de-rosa. Paredes, cadeiras, balcão, copos, guardanapos, and so on. O restaurante é bem pequenino mas impossível passar despercebido pois a fachada é rosa, com um neon sign a acompanhar. No entanto, no meio de tanto cliché, prometo que a comida é mesmo boa! Pedimos duas massas (porque nós fomos italianos noutras vidas), uma Fusilly al Limone e a pasta do dia que era Pasta al Pomodoro. Claro que não me contive e tive que trazer uma t-shirt da casa, mais cor-de-rosa que a Barbie com a frase “Pink as fuck”. Ah! Não aceitam cartões multibanco, no entanto, não se preocupem porque o restaurante tem a própria ATM.



Five Leaves,
em Brooklyn

Se como nós são fãs da Estée Lalonde, as panquecas do Five Leaves certamente já vos passaram pelo feed. E, pinky swear – melhores panquecas da nossa vida. E nem falemos nas batatas fritas, que não sobrou nem uma para contar a história! Incrível. Nota máxima. Assim que chegamos percebemos que era bem famoso pois os hip’s todos de Brooklyn estavam lá e porque ficámos cerca de 50 minutos à espera. Tudo o que pedimos era incrível e valeu todo o tempo que esperamos a assar ao sol. O interior do café corresponde completamente ao que tinha imaginado que era Brooklyn – effortlessly cool, despreocupado, eclético. Se pudesse, estalava os dedos e ia já sentar-me à mesa.



Milk Bar,
em Williamsburg

Once again, quem seríamos nós se não tivéssemos visto tudo o que há para ver de Chef’s Table!? Eramos outras pessoas, muito menos felizes. Assim que vimos o episódio da Christina Tosi, ficámos dias e dias a sonhar em visitar a Big Apple e talvez experimentar o gelado mais famoso de NYC. A Christina inventou um dos melhores sabores de sempre, o milk cereal que nos transporta imediatamente para a nossa infância, mas assim num daqueles saltos gigantes pelo tempo. A ideia é condensar num gelado aquele sabor do leite que fica quando misturado com aqueles cereais bem doces, tipo os Frosties do tigre! A história da Christina é óptima, bem como, todo o seu processo criativo. Já existem vários Milk Bar’s pela cidade mas nós quisemos ir ao original, que fica em frente ao OG Momofuku (onde ela trabalhava anteriormente e foi responsável por criar as primeiras sobremesas num restaurante onde não existiam sequer na carta e o resto é história). E vale mesmo mesmo a pena a visita, é daquelas experiências gastronómicas que nunca mais se esquece. 



Bar Primi,
em Bowery Street

Tínhamos bilhetes para ir ao cinema nesse dia e, a caminho de lá, passamos pelo Bar Primi que nos chamou a atenção: restaurante de esquina com fachada vermelha, uma esplanada de fazer suspirar e comida italiana. Comprado! Decidimos arriscar e o responsável de sala disse logo que tínhamos que esperar cerca de 1h30. Agradeci e disse que dali a 1h30 tinha que estar no cinema. Ele foi super simpático e deixou-nos jantar à janela, numa mesa que já estava reservada para outro grupo, com a promessa de jantarmos em 1h/1h15. Feito. E ainda bem que insisti. Todos os pratos que passavam por nós faziam-nos babar e, quando chegaram os nossos pratos, não ficámos desiludidos. Para além de termos vindo de NY viciados na água com gás Pellegrino, a entrada que pedimos era um pequeno sonho – sicilian tomato rice balls. Para prato principal pedimos rigatoni carbonara e spaghetti pomodoro; estava tudo óptimo e foi uma agradável surpresa. Às vezes, mais vale desligar um bocadinho do mapa e dos lugares que temos marcados e, ter surpresas boas como esta.


Outros sítios onde comemos: Zucker’s Bagels & Smoked Fish, SAVA Pizza, Wendy’s, Wagamama, Talk Greens, Dough Doughnuts, Chelsea Market, Van Leeuwen Ice Cream;


Se nós já achamos que a nossa capital lisboeta tem uma oferta de comida incrível, em Nova Iorque é de uma pessoa ficar completamente perdida, que nem barata tonta a olhar para tanta coisa boa. Acho que é preciso muito azar para se comer mal na cidade, porque quase todos os sítios onde fomos comemos mesmo muito bem. Houvesse mais estômago e mais dias, e não parávamos de comer!


Esperamos que estejam a gostar destas nossas partilhas sobre a cidade. Nós estamos a adorar voltar ao blog e voltar a sonhar com dias melhores e em viajar. Ah! E não se esqueçam – há IGTV também para ver no instagram @joana_afonso

Vemo-nos para a semana!?