new york, o que ver

Planear uma ida a Nova Iorque pode ser um bocadinho overwhelming. Há tanta coisa para ver, tanta coisa que queremos visitar mas os dias estão contados. O nosso conselho é colocarem tudo o que querem ver no mapa e depois dividir os dias por zonas.



Definam as vossas prioridades e must see, e sigam caminho.
O que conseguirem riscar da lista, perfeito! O que ficar para trás, dá-vos ainda mais vontade de voltar à cidade.

Hoje partilhamos alguns dos sítios por onde andámos na nossa viagem; rever as fotografias que tirámos faz-nos ficar nostálgicos. Principalmente numa fase como a que estamos a passar agora – a facilidade que temos de nos movimentar, mudar de país ou cidade, e de um momento para o outro, essa liberdade é nos retirada e colocamos tudo em perspectiva. Por aqui, já sonhamos em poder viajar de novo, conhecer novos lugares e coleccionar mais memórias.

Por enquanto, esperamos que estejam a gostar de viajar connosco – sonhar é bom. Por isso, como diria o Sinatra,
“Come fly with me, let’s fly, let’s fly away!”



MET Museum

Tivemos uma sorte gigante no tema da exposição da MET Gala – Camp! E foi incrível. Das melhores exposições que já vi, não só pelo seu conteúdo, mas por todo o design, layout, grafismo, desenho de luz, tudo! O MET é daqueles museus que necessitam de um ou dois dias só para ele, nós vimos a exposição, passamos pela arte europeia, pelas esculturas renascentistas e voltamos a seguir caminho. O edifício por si só merece visita e tenho que admitir que quase deitei uma lágrima assim que cheguei às escadas, cof cof, xoxo Gossip Girl.



Whitney Museum

Não fomos com uma exposição em mente, fomos influenciados por pessoas que seguimos na internet e que consideraram o Whitney como um dos seus museus favoritos. À partida já sabíamos que parte do museu estava fechada para remodelações, ou seja, tivemos o azar de não ver os Hopper’s da coleção. Mas tivemos a sorte de apanhar a bienal de arte contemporânea do museu. A arquitectura do museu já vale a visita e a vista do museu para exterior é quase 360 graus, de um lado o skyline da cidade e do outro o rio Hudson. O Leone aproveitou a loja do museu e trouxe uma t-shirt, preta como é óbvio, com a frase “There are artists among us”.



Solomon R. Guggenheim Museum

Acho que o Solomon R. Guggenheim Museum era um dos sítios que mais queria visitar, não pelo recheio em si mas porque a arquitectura do museu sempre foi um fascínio gigante, e na faculdade desenvolvi uma paixão pelo Frank Lloyd Wright. A forma como o museu foi desenhado é de facto a parte mais importante, porque ela quebra todas as barreiras a que estamos habituados quando visitamos a maior parte dos museus. É uma rampa com 500 metros de extensão, que sobe pelo edifício de forma circular, o que faz com que a forma como absorvemos todas as obras de arte lá expostas seja mais orgânica, quase como se todas se comunicassem entre si.



Rockefeller Center, Top of the Rock

Escolhemos subir ao Top of the Rock durante o pôr-do-sol porque queríamos ver a cidade por duas luzes diferentes. Erro, como é óbvio. Eu queria ter ido de manhã, mas o Leone deu-me a volta e disse que íamos apanhar o sol muito em cima e não ia ser bonito. Ele tinha razão, em relação à luz. Mas como nós, os turistas todos quiseram ir ao pôr-do-sol. Foi uma verdadeira luta de braços para tentarmos chegar à frente e apreciar a vista da cidade durante uns minutos. Escolhemos o Top of the Rock porque queríamos ter vista para o Empire State Building, para nós fez mais sentido e sinceramente já é essa a dica que todos dão. E mesmo com muita gente, vale mesmo a pena subir centenas de andares. Ver a organização da cidade de cima é de ficar sem fôlego, lá em baixo é tão caótico que esquecemos o desenho eficaz da cidade. Se comprarem o city pass, podem agendar a vossa entrada no site e assim o processo de entrada é mais rápido. 



The Oculus (World Trade Center Station)

Mesmo ao lado do memorial, está o The Oculus – é um centro comercial, uma estação de metro e uma obra de arte no meio de arranha-céus do arquitecto/artista espanhol Santiago Calatrava. É uma paragem obrigatória se, tal como nós, aproveitam as viagens também para se tornar em em turistas-arquitectos. Se dá umas boas fotografias? Dá. Até porque a luz é o elemento mais importante neste edifício, a todos os níveis. Simbolicamente, é uma homenagem às vítimas dos atentados de 9/11 e a luz que entra, todos os dias 11 de setembro, às 10:28, hora da queda da segunda torre do WTC, desenha um risco de sol perfeitamente alinhado ao eixo central do interior. Se a vossa rota passar por esta zona da cidade, não deixem de visitar.



9/11 Memorial

Se como nós têm bem presente o 11 de Setembro na cabeça, é um lugar obrigatório de passagem, nem que seja para perceber a dimensão e o espaço onde tudo aconteceu. Eu lembro-me bem da primeira notícia que vi das torres. Era a semana de véspera de iniciar a escola (mais precisamente o 5º ano) e ainda estava em casa, a aproveitar os últimos dias de piscina. A minha mãe estava na cozinha, provavelmente a preparar o almoço e ela vai a correr para a sala e liga a TV e mete a mão à boca, como quem está em choque. Naquele momento estava a televisão da cozinha e a da sala, ligadas no telejornal da SIC, ao mesmo tempo, e a mostrar as imagens do primeiro avião a embater na torre. Naquela zona da cidade acaba por estar um “silêncio” (em comparação com o caos constante que é a cidade) que torna a experiência emotiva e fora do comum, porque naquele momento as imagens que nunca irão desaparecer das nossas cabeças ganham um ponto geográfico, o que nos aproxima dessa tragédia.



The New York Public Library

A biblioteca mais conhecida de Nova Iorque, tem entrada na 5th Avenue e, para além da sua incrível localização e edifício majestoso, a biblioteca é especial porque, mais uma vez, é talvez a biblioteca que vimos mais vezes na televisão e no cinema. Certamente fãs the Sex and the City sabem bem, ou então, como esquecer o filme The Day after Tomorrow? O interior da biblioteca é magnífico, e não conseguimos deixar de sentir um bocadinho de inveja de todas as pessoas que estavam a estudar e a trabalhar naquele edifício tão imponente e com tanta história. Não é que seja um sítio obrigatório para ir mas, a entrada é gratuita, é uma visita rápida e podem inclui-la no vosso caminho. Nós como estávamos hospedados ali ao lado, decidimos começar um dos nossos dias por lá e foi uma óptima ideia.



Comedy Cellar

Foi uma das experiências mais incríveis que tivemos em Nova Iorque. Fomos adiando a cada dia que passava, porque estávamos com alguma dúvidas: a que horas ir, será que vai acabar demasiado tarde, será que conseguimos bons lugares, etc. Mas podemos dizer que se gostarem de stand-up comedy, é completamente obrigatório ir, porque é um dos sítios onde passaram todos os comediantes americanos (e não só)  em início de carreira e que hoje fazem parte dos mais variados programas e séries que todos consumimos. Aquilo tem várias sessões por dia, lotação limitada e consumo obrigatório incluído no valor dos bilhetes. Tratámos de tudo pelo site deles, duas ou três noites antes da data escolhida. Normalmente são cinco comediantes por sessão, mais o host (às vezes podem aparecer de surpresa alguns comediantes mais famosos, a testar material ou a matar saudades da “cave”), e só podemos dizer que ficámos com as bochechas doridas de tanto rir. Ah, e ainda fomos “roasted” por sermos recém-casados!


Ver um filme no cinema
Village East Cinemas ou Angelika Film Center & Café

Como a nossa cidade de Lisboa foi perdendo aquelas salas de cinema “à antiga”, imponentes e lindas de morrer, decidimos procurar algumas das salas mais emblemáticas de Nova Iorque. Podemos dizer que são dezenas e dezenas, tantas, que acabámos por ir duas vezes ao cinema durante a nossa estadia. Vimos o “Booksmart” e a estreia do “Toy Story 4”. As salas ainda têm aquela aura de outros tempos, tal como nos filmes dos anos 40 e 50, e sentimos que se vivêssemos ali, iríamos muito mais vezes ao cinema.



Esperamos que estejam a gostar destas nossas partilhas sobre a cidade. Nós estamos a adorar voltar ao blog e voltar a sonhar com dias melhores e em viajar. Ah! E não se esqueçam – há IGTV também para ver no instagram @joana_afonso

Obrigada por continuarem desse lado.
Vemo-nos para a semana!?

com amor,
Joana & Leone