new york, new york

Olá a todos os corajosos que estão de volta! Há muito tempo que queria partilhar com o mundo o que vimos e sentimos em Nova Iorque. Se chegaram cá pelo instagram, devem ter percebido que vamos fazer uma série de quatro posts sobre a nossa viagem à Big Apple. Foi a cidade que escolhemos para a nossa lua-de-mel. Podíamos ter ido para as Maldivas mas queríamos muito riscar da lista uma das cidades que está na nossa bucket list ainda antes de nos conhecermos. Frank Sinatra eternizou a cidade em música e nós queremos eternizar a nossa viagem aqui no nosso cantinho da internet.

Ninguém volta de Nova Iorque a ser a mesma pessoa.


É um estado enorme (em comparação com o nosso pequeno país), de perder de vista e com o dobro da nossa população.
É avassalador. Nos primeiros dias parece que estamos a ser engolidos e que não vamos aguentar com a dimensão de tudo. Tudo é gigante.

Os prédios são dos mais altos do mundo, as linhas de metro não têm fim e as pessoas são tantas que andar na rua parece uma corrida de obstáculos.

Mas é uma cidade incrível e muito fácil de se apaixonar. E, pelo menos nós, passeámos por lá com uma sensação de pertença esquisita. Já conhecíamos aquilo tudo, não conhecendo nada. Consumimos tantos filmes e séries filmados na cidade que a sensação de déjà-vu, de “eu já estive aqui” nunca nos larga.

Andámos mais de 100 quilómetros em 8 dias. E fizemos muitos mais de metro. E aquela história de que “ah se andarem de metro não vêem Nova Iorque”, pelo menos para nós não faz sentido. Nós andámos muito, mesmo muito a pé, a média por dia eram 14km e andávamos também de metro várias vezes ao dia. No mapa por vezes o caminho de um sítio ao outro parece pequeno mas quando se vai a calcular o tempo é uma caminhada de 1h. Encontrem o vosso equilíbrio.

Nós queríamos riscar da lista a maioria dos pontos importantes da cidade, por isso, o metro card foi o nosso melhor amigo – custa 32 dólares, para 7 dias, com acesso ilimitado ao metro e autocarros. A comparar com o resto dos preços da cidade, o passe dos transportes pareceu-nos super acessível, e o serviço de metro funciona muito bem, apesar da normal confusão inicial com sinaléticas e direções, uma vez que cada paragem pode ter uma dezena de ligações. (Nunca andámos de autocarro, por isso, não sabemos se são igualmente eficazes).


Fomos uns sortudos em ficar a pernoitar numa zona central da cidade (estávamos entre Times Square e a 5th Avenue). Mas não achamos que isso seja muito importante se estiverem a planear uma viagem a NY. Certamente que numa próxima vez vamos querer ficar por Brooklyn, por ser das zonas que gostámos mais, por ser mais cool e descontraído, e onde não se tem uma sensação de “abismo” tão grande como se tem em Manhattan.

Ficámos 8 dias e no último dia só tínhamos vôo às 22h e arrependemo-nos um pouco, porque o cansaço já era enorme. Claro que, em 8 dias não dá para ver tudo, nós sentimos que cobrimos cerca de metade. Em relação ao vôo, nós preferimos sempre a comodidade de fazer vôos directos, mesmo que isso implique pagar um pouco mais. No entanto, poupamos stress, dores de cabeça e tempo. Em 7 horas chegámos a JFK através da Delta e adorámos. 





















Em relação a dinheiro e pagamentos, o cartão Revolut foi o nosso melhor amigo – não há taxas, nem comissões e podemos estar descansados porque funciona como um cartão pré-pago; fomos carregando o cartão ao longo da viagem e conforme precisávamos. Em termos de valores, como é óbvio, não é uma cidade barata. Mas comparado com capitais europeias como Londres ou Paris, sentimos que actualmente estão no mesmo patamar. A comida e a bebida é cara, no geral. Claro que há sítios onde se come mais barato, mas aqui deste lado, quando é para ir é para ir em bem e aproveitar ao máximo.


E relativamente a comida, fomos a sítios incríveis que iremos partilhar no próximo post com vocês. Depois disso, iremos falar sobre o que ver e onde ir.

Fiquem por aí se sonham com a cidade que nunca dorme ou se estão a planear uma viagem até lá, e não se esqueçam – há IGTV também para ver no instagram @joana_afonso

E, antes de irem, vejam aqui em baixo o vídeo incrível que o Leone fez da nossa viagem.