a Noiva . parte 1

Os próximos posts vão andar à volta de vestidos, acessórios, maquilhagem e cabelos.
Vou partilhar convosco como me preparei para o dia mais bonito de sempre e tudo o que o envolveu.

Mas antes, gostaria aqui de fazer um pequeno parêntesis sobre ser noiva. Acho que já escrevi algures por aqui que sempre sonhei em casar. Adoro casamentos desde pequenina: quando os meus pais me mostraram o vídeo do casamento deles, a única coisa que queria ver e rever na televisão era o casamento dos meus pais – até decorei as falas deles na igreja. E no processo todo de planear um casamento, o que me tirou algumas horas de sono foi a procura pelo vestido. Estava à espera de sentir mil emoções, chorar quando visse O vestido mas só senti uma mistura esquisita de sentimentos. Por mais que tenha sonhado com a situação, só senti que começou a ganhar forma quando assisti ao meu corpo a passar pela experiência. O mais provável é não estar a fazer sentido nenhum. Mas, isto tudo para dizer que: só cedi à pressão da procura do vestido que impus a mim mesma. Tive que desligar completamente de todos à minha volta com as suas perguntas incessantes sobre o vestido. Por mais que não façam por mal e que estejam realmente interessadas ou curiosas, acho que o assunto casamento é demasiado pessoal para o partilharmos de boca cheia com tudo e todos. Não somos todos iguais. Mas foi sem dúvida a situação que me deixou mais desconfortável. (E não estou a falar de familiares directos e amigos próximos porque esses sempre tiveram a par de tudo). Agora que passou, já reflecti e ponderei opiniões, tenho muito gosto em partilhar a minha experiência, na esperança de que alguém não se sinta tão sozinho nesse planeamento. E agora voltando à programação …

O vestido. Que odisseia! Marcar visitas foi um verdadeiro 31, já para não falar na pouca simpatia que recebia do outro lado da linha quando dizia que não podia fazer uma marcação para as 11h da manhã (durante a semana) pois tinha um horário de trabalho a cumprir, bem como os meus padrinhos. Fui a 3 lojas (e cancelei provas noutras 2) e, logo na primeira visita, percebi que nada daquilo era para mim. Selecionei vestidos de todas as marcas, levei o trabalho de casa feito, mas de pouco me valeu. O único que me fez sorrir foi um vestido na Pronovias, só que saber que poderia ter um vestido igual a outra noiva não estava a tornar a ocasião especial e única. Para além de que, nas marcas, as alterações que podemos fazer são sempre limitadas e eu tinha sempre mil ideias para adicionar.

Até que marquei visita na Madbridal e tudo mudou.

A Madbridal é um atelier lindo, no Príncipe Real, tirado de um sonho, com uma equipa de mulheres incrível. Fiquei apaixonada por elas todas! A Madalena, fundadora da marca, foi quem me recebeu e com quem eu partilhei inspirações e tudo o que me vinha à cabeça. Ela desenhou três propostas e, numa segunda visita, a querida Inês apresentou-as e depois foi quem ficou responsável pelo meu vestido. Nesta visita levei também a minha mãe que assim que saímos concordou que era a opção mais especial e ideal. Muitas meninas me perguntaram por valores e… há vestidos para todas as carteiras. Mas posso dizer-vos que o meu vestido na Madbridal ficou ao mesmo valor que o da Pronovias que gostei. E um vestido com véu, totalmente criado e personalizado para mim, a partir das minhas ideias e com o processo de o ver nascer literalmente no meu corpo… nunca pensei que fosse tão acessível, tendo em conta recursos, horas e dedicação. 

Fiquei completamente rendida aquela equipa – a Inês e a Cleo (bem como toda a restante crew) fizeram-me sentir sempre confortável e a simpatia delas tornava cada prova numa tarde super bem passada. O processo não podia ter sido melhor! Para muitas noivas pode ser só e apenas um vestido. E talvez me sentisse assim se tivesse escolhido um vestido da Pronovias, Rosa Clará ou outra casa qualquer. Mas saber que era o meu vestido, que o vi ganhar forma e significado, foi muito especial e meio caminho andando para me sentir bem comigo mesma, sentir-me bonita e confiante. 

Se como eu, têm mil ideias na cabeça e não encontram nada que vos faça suspirar, a Madbridal é o atelier onde têm que ir. Prometo que vão ter uma experiência incrível e atribuir ainda mais significado ao vosso dia. Queria muito mas mesmo muito repetir tudo. 

Passando para os sapatos. Sapatos esses que me deram algumas dores de cabeça.
Eu e o Leone temos a mesma altura, portanto, ir de saltos estava completamente fora de questão. Para além de que, nunca uso saltos e fazer figuras parvas não estava nos meus planos. A primeira opção foram umas botas brancas da Mango, estilo anos 60, de cano baixo e salto quadrado, que encontrei nuns saldos da Asos. Adorei ver com o vestido e atribuía um estilo rock n’roll à ocasião. Mas nunca fiquei completamente satisfeita. Até que, num fim-de-semana, andava a ver e a rever todas as coleções de sapatos por essa internet fora e fui parar à Zillian. Perdi-me de amores por um modelo e depois do almoço de Páscoa, arrastei a minha mãe, a minha irmã e o Leone até à Baixa para os ir experimentar. É verdade, teve que ser e assim foi. Calçavam que nem uma luva, eram intemporais, clássicos “com um twist” e tinham um saltinho para dar o ar de sua graça. Quando os experimentei com o vestido tudo fez sentido e a Madalena e a Inês também me aconselharam a usá-los.

Os acessórios começaram por ser uns brincos em formato de coração, cheios de pérolas, da Casa Batalha, sugeridos pela amiga Sofia do The Chick Habbit, mas que não fizeram match com os sapatos (apesar de os ter usado com o segundo vestido). Um dia estava pelo El Corte Inglés com a minha mãe, a experimentar vestidos para ela, passo pelo stand da Bimba y Lola e apaixonou-me pelo conjunto de brincos, pulseira e anel em dourado com pérolas. Na prova seguinte quando os experimentei com o vestido, os anjos cantaram lá no céu! Tudo se estava a compor e eu ficava cada vez mais feliz e com a certeza de tudo a cada prova que passava. O melhor desta saga de “compras” é que já usei os acessórios mil vezes depois do nosso casamento e é sempre especial – sempre que os meus olhos se cruzam com a pulseira ou o anel, vem-me uma fotografia à cabeça.

E deixo o resto para um próximo post.
Se querem saber de cabelos e maquilhagem, voltem na próxima sexta-feira!


E quero saber as vossas opiniões.
Partilhem comigo – acharam o processo de encontrar o vestido fácil? Choraram? Quero saber tudo!

Todas as fotografias que hoje partilhamos são do Doncel y Alcoba, os nossos fotógrafos pelos quais nos apaixonámos perdidamente.

 

com amor,
Joana