a cerimónia.

O post de hoje tardou a chegar mas não podia ser mais especial. Vou partilhar convosco um bocadinho da nossa cerimónia e como foi organizá-la. Foi dos momentos mais especiais do dia e aquele que eu gostaria de reviver a toda a hora. Confesso que foi difícil pôr por palavras sem ficar com os olhos inundados de água. Mas aqui está ele – espero que consigam sentir um bocadinho de todo o amor que havia no local.

Desde início que sabíamos que queríamos integrar o máximo de momentos possíveis na cerimónia e que cada um tivesse um significado ligado a nós, à família ou aos nossos amigos.

A nossa cerimónia foi civil e tivemos a conservadora connosco a oficializar o nosso casamento na quinta. 


A minha irmã Inês foi a mestre de cerimónias e foi das melhores decisões de sempre – se há alguém que tem o dom da palavra, tem uma óptima voz e põe toda a gente a rir e a chorar, essa pessoa é a Inês. A única coisa que defini com ela foi o alinhamento da cerimónia e depois, tudo o resto, foi ela que decidiu, escreveu e foi uma total surpresa para nós. Como a cerimónia foi civil, a parte mais complicada foi tentar integrar o momento oficial da conservadora. Graças aos santinhos, a nossa conservadora foi incrível, super amorosa e de sorriso na cara o tempo todo, o que ajudou em muito a tornar o momento mais leve. Dois dias antes do casamento, eu e a minha irmã fomos até ao notário de Setúbal e só saímos de lá depois de conseguirmos falar com a conservadora e ainda bem que assim foi! Deu para nos conhecermos, quebrar o gelo e explicar-lhe como tudo ia acontecer. 


A cerimónia começou com os nossos amigos Fred, Daniela e Bilinha a cantar a “Read My Mind” dos The Killers – é a minha música favorita, é a nossa música e também a minha banda favorita. Eu estava à espera no cimo das escadas, a aguardar que eles começassem a cantar para eu dar início à caminhada, de mão dada à minha mãe e pai e, tive um pequeno ataque de pânico: assim que ouvi as vozes deles não consegui andar, não parava de chorar e só dizia aos meus pais para esperarem! Foi a única altura em que fiquei nervosa e sentia o coração na boca. Assim que vi o Leone, ainda chorei mais. Para nós, ter os nossos amigos a cantarem fazia todo o sentido – foi através da música que os conhecemos pessoalmente, quando há uns anos atrás, eu e o Leone, fomos ver o primeiro concerto dos Oh Honey ao Porto. Nessa noite ficámos até às cinco da manhã na conversa, à volta de uma mesa. Há coisas que são para ser e, estes amigos, estavam destinados a nós. 


A Inês fez a melhor introdução de toda esta vida. Falou de mim, falou do Leone e falou de nós os dois. Todos chorávamos. Acho que nunca me esforcei tanto para parar de chorar, as lágrimas não paravam de cair. Foi dos momentos mais bonitos da minha vida. A minha irmã é tudo para mim (bem como, os meus pais e irmãos) e estar longe dela mata-me um bocadinho todos os dias. Mas isso é para outro dia. A Inês passou a palavra à Conservadora que foi super rápida com as suas burocracias. Assinámos, em conjunto com os padrinhos, o contrato e para fechar este capítulo, o Trio do Porto (aka Fred, Daniela e Bilinha, assim já sabem quem são) cantaram a “God Only Knows” dos Beach Boys. 

Seguiram-se os discursos do David, Guigas e Guilherme. Se até lá eu já era completamente apaixonada por estas três pessoas, imaginem depois de ouvir os discursos que prepararam.

Foi difícil conter as lágrimas e rir ao mesmo tempo. Sou uma sortuda pelos amigos que tenho, moram no meu coração para sempre e só queria tê-los para mim mais vezes.

Assim que eles terminaram, a Inês fez a transição para os nossos votos. Eu falei primeiro. Lembro-me de me esforçar para falar devagar e dizer todas as sílabas para se perceber e não me atropelar toda no discurso. Foi talvez a vez em que falar em público me custou mais – e acreditem que tenho zero problemas! Mas acho que o que torna o momento especial é dizer perante a nossa família e amigos, aquilo que normalmente só o outro é que ouve. Os votos do Leone foram lindos de morrer, ele tem mais talento com as palavras que eu, apesar de, eu ter mais facilidade em as comunicar.


A última música foi muito especial e a que me deu mais nós na garganta. “A Canção de Engate” do António Variações é uma das minhas canções favoritas de sempre e foi muito especial ouvi-la naquele momento.
Faz-me lembrar os meus avós e os meus pais. 

A cerimónia terminou com a troca de alianças, com o melhor texto que a minha irmã poderia ter inventado! Como somos zero religiosos, claro que tínhamos que ter um momento irónico relacionado com isso e, a minha irmã, fez-nos repetir o texto que escreveu, até que a última frase era And I promise to always read your mind” – e não estão a entender o meu desespero em lágrimas, que mal consegui falar inglês. 

Todo o dia teve momentos incríveis mas, sem dúvida, que a cerimónia é o culminar de tudo! Foi tão bom ter toda a família e amigos presentes que só queria poder repetir. E poder ficar de frente para todos eles foi super importante – nunca mais me vou esquecer dos sorrisos e lágrimas que vi na cara das pessoas que mais importam para mim. 

Assim que recebermos o vídeo do nosso dia, poderão ver um pouco da nossa cerimónia que irei partilhar pelos stories. Por isso, fiquem atentos ao instagram!

E já sabem, estou à distânica de uma DM ou e-mail (hello@weareloveaddicts.com), perguntem o que quiserem! Tenho adorado falar convosco.

com amor,
Joana